22 de fev de 2012

Tragédia na Argentina:mortos chegam a 50; causa de acidente segue indefinida

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  O número de mortos após o acidente de trem que descarrilou e colidiu contra a barreira de contenção de uma plataforma na estação de Once, em Buenos Aires, chegou a 50, com um saldo de 676 pessoas feridas, segundo a Polícia Federal argentina. Dessas, cerca de 200 foram encaminhadas a 13 hospitais da cidade. Muitas seguem sendo retiradas dos trilhos e várias outras ainda não foram identificadas.
Depois de mais de 15 horas da ocorrência do acidente, persistem o caos e as dúvidas. Ainda não há evidências das causas reais do ocorrido, a lista oficial de vítimas demorou a ser divulgada e as informações aos familiares são prestadas somente por telefone.
Além do secretário nacional de Transportes, Juan Pablo Schiavia, que se pronunciou na tarde desta quarta-feira, ninguém mais proferiu palavras oficiais para esclarecer a situação. A empresa responsável pela linha, Trenes de Buenos Aires S.A. (TBA), se restringiu a emitir um comunicado escrito, onde lamenta a tragédia e afirma que por motivos ainda desconhecidos o trem não conseguiu ser detido e colidiu com alguns sistemas de para-choques de contenção da estação.
Ao contrário dos responsáveis que dizem não saber as causas da tragédia, muitos passageiros apontam defeitos no freio do trem. Alguns inclusive declaram ter deixado de viajar porque, na hora do embarque, ouviram comentários dizendo que o trem não sairia devido a falhas mecânicas. O delegado responsável pelo caso afirmou, porém, que o veículo havia sido vistoriado no dia anterior.
Passageiros frequentes da linha relataram durante toda a tarde o inferno que significa ter que viajar nos trens da TBA. "Viajamos como animais" e "as portas não fecham" são apenas algumas das frases repetidas incansavelmente por vários usuários, que também ressaltaram os atrasos constantes.
Ainda segundo os relatos, há pouca manutenção por parte da empresa. Esta declaração se corrobora pelo mal estado evidente dos trilhos da linha, para mencionar somente um exemplo. O descaso se reafirma ainda com as rápidas palavras mencionadas pelo dirigente ferroviário Rubén Sobrero, que não pôde realizar a coletiva prevista na estação Once porque foi insultado pelos passageiros que se encontravam no local e precisou sair escoltado pela polícia. Sobrero denunciou a falta de investimento da empresa TBA e afirmou que há muito tempo os ferroviários denunciam as más condições em que se encontram os trens.
Para piorar a situação, pessoas ainda buscam desesperadamente seus parentes. Muita gente percorreu hospital por hospital para averiguar se conseguia notícias de seus familiares, pois não as conseguiram oficialmente. Vários já consultaram em todas essas casas de saúde sem sucesso na busca.
Este é o terceiro pior acidente ferroviário registrado na Argentina. Em 1970, 200 pessoas morreram quando duas formações se chocaram em Tigre, município localizado ao norte da Cidade Autônoma de Buenos Aires. O outro incidente ocorreu em 1978, quando um trem bateu contra um caminhão em Santa Fé, deixando 55 mortos e 56 feridos.
Acidente na estação de Once
Um trem descarrilou e bateu em uma barreira de proteção da estação de Once, em Buenos Aires, capital da Argentina, na manhã desta quarta-feira. A primeira contagem oficial dava conta de 49 mortos e mais de 600 feridos - 50 deles internados em estado grave. A Polícia Federal, no entanto, confirmou a morte da 50ª vítima no final da noite. Ainda não há informações sobre as causas do acidente, mas há suspeitas de que os freios da composição tenham falhado. A batida aconteceu quando o trem estava a uma velocidade de 20km/h, deixando muitas pessoas ficaram presas nas ferragens.



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Familiares de passageiros do trem acidentado nesta quarta-feira em Buenos Aires, que deixou 49 mortos e 600 feridos, continuam sua peregrinação pelos hospitais da cidade para descobrir o paradeiro de seus entes queridos. "Não chegou ao trabalho, não está nos hospitais, não sabemos nada dela, esta é sua fotografia", se lamentava hoje diante das câmeras das emissoras locais o primo de uma jovem que viajava no trem acidentado.
Santiago Meza também buscava desesperado por sua filha Natalia Beatriz. "Não apareceu em nenhum hospital. Subiu ao trem em Merlo e ela sempre viajava no primeiro vagão", disse.
Já Luciano procurava por Matías e Natalia, seu irmão e sua cunhada, ambos de 33 anos, que tomaram o trem, como todos os dias, para ir ao trabalho e não chegaram. "Busquei por todos os lados e não estão em nenhuma lista", relatou Luciano, confiante que seus parentes estão vivos e não apareceram ainda porque estão em estado de choque.
Para ajudar essas pessoas, as autoridades colocaram na estação Once, local do acidente, listas com os nomes dos feridos e dos hospitais aos quais foram conduzidos. Os corpos são progressivamente conduzidos ao necrotério judicial, enquanto a maioria dos feridos já recebeu alta, embora centenas permaneçam ainda internados nos hospitais da cidade, que se mantêm em estado de alerta.


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Não há registo de brasileiros entre os mortos ou feridos do acidente de trem que provocou a morte de ao menos 49 pessoas em Buenos Aires, segundo as primeiras informações do Consulado do Brasil na capital argentina. O consulado foi contactado às 15h15 de Brasília.

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Em uma aparição pública, em que se negou a responder perguntas, o secretário de Transporte argentino, Juan Pablo Schiavi, evitou apontar culpados sobre o acidente na estação de Once, que deixou 49 mortos e mais de 600 feridos nesta quarta-feira. Ele afirmou que esse tipo de tragédia é comum em todo o mundo e mencionou casos na Espanha, Alemanha, Ucrânia, Itália e Estados Unidos, entre outros países, e ressaltou que a composição não teve falhas mecânicas, segundo as primeiras perícias, conforme noticiou o periódico argentino Clarín.
Durante sua declaração no Ministério da Economia, Schiavi informou que Sarmiento tem 320 saídas diárias e que todos os trens estão monitorados com GPS, que detalham a velocidade a cada dez segundo. Sobre o condutor do trem, destacou que havia subido em Castelar e que se trata de uma pessoa muito jovem. "Estava descansado", assegurou.
Sobre a composição acidentada, o funcionário disse que ingressou na plataforma a 26 km/h, mas ressaltou: "Não sabemos o que ocorreu nos últimos 40 metros". A essas informações, se soma o registro de vozes na cabine e as imagens da câmera fixa do trem. "Há muito material de investigação e colocamos tudo à disposição da Justiça", concluiu Schiavi.

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